Teresópolis


História

 No topo da Serra dos Órgãos, a paisagem é a forma das montanhas e picos conhecidos mundo afora, como o Dedo de Deus, marco do alpinismo. A cidade conta também com a Pedra do Sino, porto seguro de quem não escala, mas também não abre mão de caminhar para chegar às nuvens.

No entorno da cidade decoram a paisagem árvores e flores de todas as cores. E uma fauna rica, ainda não totalmente identificada e pouco estudada, pode ser percebida numa simples incursão ao Parque Nacional da Serra dos Órgãos.

A geografia de Teresópolis é, também, uma consequência da História. O município aconteceu porque, por aqui, descia no rumo da Baía de Guanabara, parte dos carregamentos do comércio colonial: ouro das Minas para Portugal e Inglaterra.

A cidade, contam os historiadores, homenageia a Imperatriz Teresa Cristina, casada durante muitos anos com D. Pedro II. É provável que a família imperial tenha se encantado com as belezas naturais e o clima da serra e, em terras de Teresópolis, tenha desfrutado de períodos de férias.

Mas as origens da cidade são mais recentes. Datam da primeira metade do século XIX. Embora a primeira descrição oficial tenha sido feita em 1788, por  Baltazar da Silva Lisboa – que em seu relato descrevia a serra e também a Cascata do Imbuí – foi a partir de 1821 que a região começou a ser ocupada. Nessa época, o português de origem inglesa George March adquiriu uma grande gleba e transformou-a em fazenda modelo.

 

 

 

 

 

A fazenda ficava onde está, atualmente, o Bairro do Alto e era chamada de Santo Antônio do Paquequer ou, talvez, Sant´Ana do Paquequer. Assim, esse  primeiro povoado se formou, ao longo do caminho que ligava a Corte à província das Gerais. Foi o início do desenvolvimento da agricultura, da pecuária e do veraneio da região.

O crescimento do pequeno núcleo se verificou no sentido norte-sul, época em que comerciantes vinham de Minas Gerais em direção ao Porto da Estrela, nos fundos da Baía de  Guanabara, passando antes por terras de Petrópolis. Teresópolis era, então, um ponto estratégico de repouso. Só mais tarde é que o fluxo foi alterado para o sentido sul-norte, com a ferrovia que ligava a cidade ao Rio de Janeiro.

Lentamente, o povoado foi se desenvolvendo, passando à categoria de freguesia – Freguesia de Santo Antônio do Paquequer – em 1855. Somente em 06 de julho de 1891, através do decreto de nº 280, do então Governador Francisco Portela, a freguesia é alçada à condição de município, passando a denominar-se Teresópolis, devidamente desmembrada do município de Magé.

Daquela época até os dias atuais, a cidade continua atraindo milhares de visitantes e até mesmo novos moradores que, como a família imperial, vêm em busca do clima privilegiado, da natureza exuberante, da beleza de sua paisagem, da tranquilidade, além de outros atrativos naturais e culturais.

Economia e qualidade de vida

A cidade de Teresópolis é muito procurada pelos turistas, principalmente nas épocas de inverno e verão, por ter um clima agradável e paisagens exuberantes. A cidade além de ser conhecida pelas belas paisagens naturais, conta também com uma rica culinária. Restaurantes e bares movimentam a vida noturna da cidade, sendo reconhecidos e premiados pela excelência. São encontrados restaurantes de culinária internacional, como francesa, italiana, portuguesa e japonesa.
Teresópolis possui comércio diversificado e setor hoteleiro muito desenvolvido, conta também com uma das maiores feiras de artesanato a céu aberto do Brasil, a Feirinha de Teresópolis ou Feirinha do Alto, que contém diversos produtos da moda feminina, infantil, móveis, uniformes, potes, bijuterias etc.

 

A cidade é conhecida como um dos melhores locais do País para a prática de esportes de montanha, como escalada, caminhada e rapel. Além disso, o Parque Nacional Serra dos Órgãos é repleto de cachoeiras, onde o turista/visitante pode refrescar-se após um passeio pelas trilhas que cortam remanescentes de Mata Atlântica.

 

Localizado na região serrana do Rio de Janeiro, entre as cidades de Teresópolis e Petrópolis, o parque tem a maior rede de trilhas do Brasil. São mais de 130 quilômetros de trilhas com todos os níveis de dificuldade: desde a trilha suspensa, acessível até a cadeirantes, até a pesada Travessia Petrópolis-Teresópolis, com 30 Km de subidas e descidas pela parte alta das montanhas.

 

 

Entre as escaladas destacam-se o Dedo de Deus, um pico de 1.692 metros de altura e cujo contorno se assemelha a uma mão apontando o indicador para o céu, considerado o marco inicial da escalada no país, e a Agulha do Diabo, eleita como uma das 15 melhores escaladas em rocha do mundo.

 




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