Histórico


Desde meados do século XX Petrópolis sofria de um problema provocado pelo declínio da economia devido ao fechamento de indústrias do setor têxtil que era a base econômica do município. Dessa necessidade de buscar um novo caminho para Petrópolis veio a ideia de criar uma Tecnópole. A primeira iniciativa para a construção de um pólo de tecnologia foi a criação do curso de Ciência da Computação, da Universidade Católica de Petrópolis (UCP), em 1984, tendo seu reconhecimento ocorrido em somente em 1991.

 

Universidade Católica de Petrópolis

 

Em 1987 foi criada a Fundação Parque de Alta Tecnologia de Petrópolis (FUNPAT), com o objetivo de incentivar o desenvolvimento científico e tecnológico da região.

No ano seguinte, a Fundação Cultural Dom Manuel Pedro Cunha Cintra se instalou oficialmente na cidade, com o objetivo de desenvolver e aplicar tecnologias, posicionando as que já existiam nas diversas áreas do saber, visando o aprimoramento das empresas e da sociedade.

 

No início de 1998, o Sistema FIRJAN (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) e o SEBRAE-RJ (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), contrataram os serviços do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas para fazer o “Estudo das Potencialidades Econômicas e Competitividade das regiões do Estado do Rio de Janeiro” e em junho do mesmo ano a mesma fez a entrega desses estudos.

 

Para a Região Serrana, o estudo evidenciou como principais potencialidades: a melhoria do turismo (histórico, lazer e ecológico) e a criação de um pólo de alta tecnologia.

 

Palácio de Cristal - Petrópolis - RJ

 

O turismo já havia sido priorizado pela FIRJAN/Serrana antes mesmo do estudo da FGV, e resultou na elaboração do Plano Imperial (Plano Diretor de Turismo de Petrópolis, em janeiro de 1998) que vem sendo implementado desde então com a recuperação do centro Histórico, construção dos Pórticos das entradas da cidade, transferência do terminal rodoviário, dentre outros.

Em julho de 1998 foi a vez da FIRJAN/Serrana privilegiar o setor de tecnologia criando um grupo de trabalho formado por 13 entidades representativas dos mais diversos segmentos de Petrópolis para elaborar um plano de ação para a criação do pólo de alta tecnologia. E como fator decisório para a criação do pólo, se instalou na cidade o Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), âncora do movimento gerador do Parque Tecnológico Região Serrana e ligado ao Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT).

 

Em maio de 1999 o SEBRAE abriu a primeira turma de Empretec em Petrópolis. Desde então, 18 turmas já concluíram o curso totalizando a formação de 565 Empretecos.

 

Em 22 de outubro de 1999 foi assinado o Protocolo de Intenções que formalizou a criação do atual “Parque Tecnológico Região Serrana”, tendo como signatários deste protocolo: Ronaldo Sardenberg (Ministro de Estado da Ciência e Tecnologia), Anthony Garotinho (Governador do Estado do Rio), Leandro Sampaio (Prefeito de Petrópolis), Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira (Presidente da FIRJAN) e Marco Antônio Raupp (Diretor Geral da FUNPAT).

 

Entre novembro de 1999 e junho de 2000 foi elaborado o Plano Diretor do atual “Parque Tecnológico Região Serrana”, pelo grupo de trabalho e pela equipe técnica da COPEE/UFRJ, com a finalidade de dar um caminho para o andamento do Parque Tecnológico Região Serrana.

 

Ainda em 1999 ocorreu a assinatura de um “Termo de Compromisso”, entre o MCT, o Governo do Estado do Rio de Janeiro, a Prefeitura de Petrópolis, a FIRJAN e a FUNPAT. Depois de assinado, a FUNPAT e a Prefeitura Municipal de Petrópolis (PMP) passaram a ser as instituições responsáveis pela coordenação do Parque Tecnológico Região Serrana.

 

No ano 2000 houve a tomada a decisão de se ter um espaço físico para abrigar a FUNPAT e as empresas de alta tecnologia que quisessem se instalar em Petrópolis. Decidiu-se que seria no bairro Quitandinha, especificamente na Rua Afrânio de Mello Franco, 333. O local passou por obras de adaptação por um período de oito meses, até ser estruturado em espaços modulares para abrigar as empresas. Foi realizada a construção de mais um andar, da fachada do prédio, do saguão de entrada e dos banheiros. Além disso, houve a readaptação de toda a rede elétrica, telefônica e lógica.

 

No ano de 2001 houve a criação do Grupo de Empresas de Tecnologia de Petrópolis (GET) que tem como objetivo principal criar um ambiente favorável para as empresas de tecnologia estabelecidas ou que venham a se estabelecer na região. O G.E.T. interage profundamente com o Parque Tecnológico Região Serrana através de sua presença ativa nos projetos do pólo e também na sua atuação representativa no conselho gestor. Além disso, procura ser interlocutor das empresas de tecnologia na viabilização das necessidades destas empresas. Hoje este grupo conta com a participação de 29 empresas.

 

A incubadora de empresas do LNCC também foi inaugurada em 2001, com o objetivo de abrigar e incentivar a criação de empresas que transformassem conhecimentos em produtos comerciais competitivos, a partir de pesquisas realizadas pelo LNCC ou outras entidades. Em seu edital de 2006, a incubadora abre espaço para mais três novos projetos.

 

Também em 2001 foi inaugurado o primeiro campus da Universidade Estácio de Sá na cidade. Dois anos mais tarde, em 2003, foi inaugurado seu segundo campus.

 

O prédio, denominado de Tecnopolo I, foi inaugurado no dia 27 de março de 2002 e várias empresas atraídas pela ideia de participar de um movimento regional de apoio à vertente de software vieram se instalar neste prédio.

 

 Entre as empresas e centros de expertises, destacam-se o C²IT – Centro de Competência em Informática e Telecomunicações (atualmente, Centro de Inovação Microsoft) – que abrange atividades de pesquisa, desenvolvimento, formação e treinamento de recursos humanos na área de informática, especialmente na aplicação da nova linguagem computacional XML. E o C²ES – Centro de Competência em Engenharia de Software – que é uma entidade sem fins lucrativos e que tem por finalidade criar condições para que o conjunto de empresas e instituições que constituem o Parque Tecnológico Região Serrana alcancem níveis de qualidade e produtividade internacionalmente competitivos no desenvolvimento de software.

 

Neste mesmo ano, sem a influência do Parque Tecnológico Região Serrana, foi inaugurada a TAHO, que está localizada na Fazenda Marambaia, em Corrêas, e tem seus negócios voltados para soluções de comunicação de dados, voz e imagem, sobre Internet Protocol (IP). Em parceria com a mesma, foi definida a estruturação do Tecnopolo II, local para abrigo de empresas focadas nos serviços de telecomunicações.

 

Seguindo esta ideia de Tecnopolos, tentou-se criar ainda o Tecnopolo III, em Itaipava, voltado para a área de Biotecnologia, através de parcerias com a FIOCRUZ, o IMETRO BIO ATLÂNTICA e outras instituições internacionais. Foi ainda projetado um centro de pesquisa e desenvolvimento de fitoterápicos extraídos da biodiversidade da Mata Atlântica.

 

O Tecnopolo IV, em Xerém, através da parceria entre o Parque Tecnológico Região Serrana e o INMETRO foi outra tentativa. As empresas tecnológicas com alto grau de dependência nas áreas de metrologia, padrões e certificações, encontrariam no Pólo de Tecnologia de Xerém (PTX) um ambiente propício para se instalarem nos mais de 200.000 m² de área plana dotada de infraestrutura.

 

Outra tentativa foi a de criação do Tecnopolo V, no bairro Bingen, voltado para as áreas industriais e de Hardware. Nesta área da cidade já estavam instaladas diversas empresas nacionais e multinacionais dos setores metalomecânico, mecânica de precisão, ótica, produtos odontológicos, eletroeletrônicos e têxteis, tais como: GE-CELMA, SOLA BRASIL, DENTSPLY, NEW STETIC, COMTEX, WERNER.

 

No dia 4 de abril de 2002, o Conselho da Sociedade SOFTEX (Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro) aprovou a proposta da FUNPAT de abrigar o vigésimo Agente SOFTEX do país e o terceiro do Rio de Janeiro, com ações voltadas para a Região Serrana Fluminense. Assim, o novo agente foi criado como uma unidade operacional da FUNPAT, denominado Núcleo SerraSoft, sendo inaugurado em dezembro de 2003 com a intenção de estimular a geração e o desenvolvimento de empresas de base tecnológica da Região. Para atingir este objetivo, o SerraSoft começou a oferecer suporte a projetos nascentes através do ingresso no mercado pela Incubadora de Empresas. Também disponibilizava suporte às empresas de base tecnológicas já estabelecidas, fazendo o acompanhamento do desenvolvimento de produtos e serviços comercializados, capacitando-as em gestão empresarial e desenvolvimento tecnológico.

 

Ainda em 2002, a UCP criou a sua incubadora de empresas. Seu intuito era viabilizar projetos, criar novos produtos, processos ou serviços na área tecnológica, gerando novas empresas, e estas, após deixarem a incubadora, estariam aptas a se manterem no mercado.

Em 2003 foi elaborado o novo Planejamento Estratégico, com vigência até o ano de 2007. Neste planejamento houve uma mudança no modelo de gestão do Parque Tecnológico com a criação de um conselho gestor para ser o responsável pela sua coordenação. Assim, a FUNPAT e a Prefeitura Municipal deixaram de ser as responsáveis pelo mesmo.

 

Neste planejamento também foi abandonada a ideia dos Tecnopolos e passou-se a focar o conceito de Tecnópole: unidade territorial (cidade, região, estado) com abundante capital humano e social contendo estruturas, organizações e pessoas ativamente engajadas em gerar desenvolvimento social e econômico através da ciência, tecnologia e inovação. Toda essa interação proporciona alta concentração de empresas baseadas em tecnologia e no conhecimento profissional de empreendedores altamente qualificados (IASP – International Association of Science Park).

 

Com essa mudança, várias empresas não localizadas nos setores definidos como Tecnopolo se aproximaram do Parque Tecnológico Região Serrana, assim como instituições importantes para a articulação do mesmo, tais como LNCC, SEBRAE, universidades, e os representantes de empresas locais, que passaram a fazer parte do conselho gestor  e a se envolver na gestão semanal das ações a serem realizadas.

 

Todas as ações estruturantes e estratégicas relacionadas ao Parque Tecnológico Região Serrana  passaram a ser coordenadas por voluntários provenientes das empresas e instituições locais e estes passaram a contar com grupos de apoio para cada ação, também voluntários locais. Com apoio destes grupos e coordenadores, toda a mensagem estratégica  foi rediscutida e espelhada em novos folders, apresentações e vídeos institucionais. Um novo foco foi dado para garantir apoio a formação de arranjos produtivos locais nas áreas de biotecnologia, telecomunicação e desenvolvimento de softwares.

 

No ano de 2004 houve mudanças – 50 profissionais de 15 empresas de desenvolvimento de software foram treinados em metodologia de desenvolvimento de software, subsidiados pelo Parque Tecnológico Região Serrana em parceria com SEBRAE e IBM. Cinco dessas empresas se uniram para a estruturação de uma parceria, visando o desenvolvimento colaborativo e assim conquistaram seu primeiro cliente. Três novas empresas surgiram dos laboratórios da Fazenda Marambaia e o arranjo produtivo de desenvolvimento de software de Petrópolis foi reconhecido como um dos fatores de crescimento estratégico do Estado do Rio de Janeiro pela secretaria de Ciência e Tecnologia (SECTI).

 

Ainda em 2004, foi criada a Associação de Empresas de Alta Tecnologia (ALTEX) que tem como missão atuar junto às organizações públicas e privadas, nacionais e internacionais. Age na esfera dos agentes diplomáticos atuantes no mercado, no sentido de realizar negócios e obter recursos estratégicos, materiais e financeiros. Tudo isso está disponível no âmbito de entidades de fomento e de programas de apoio ao desenvolvimento do mercado de software brasileiro, sendo assim promovendo o crescimento e a excelência no desenvolvimento e comercialização de produtos e serviços das empresas associadas..

 

 

Em 2005 foi inaugurado o primeiro centro de bioengenharia tecidual do Brasil, a Excellion Serviços Biomédicos, onde são produzidos tecidos humanos, tais como pele, cartilagem, mucosa, válvulas cardíacas, fibroblastos até que um dia possa se chegar a produzir órgãos completos, sempre partindo do uso de células-tronco tiradas dos próprios pacientes. Com a inauguração do laboratório empresa foi estabelecida a terceira perna do tripé das três vertentes tecnológicas, que é a da biotecnologia, com previsão de expansão de atuação na área de P&D no campo da terapia gênica até 2006.

 

Neste mesmo ano foi inaugurada em Petrópolis a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da Computação Cientifica (FACC). A Fundação tem como objetivo promover, subsidiar ou incentivar a pesquisa e as atividades científicas e culturais exercidas pelo LNCC, assim como serviços por ele prestados, através de atividades vinculadas a ele.

 

Continuando em 2005, a FIRJAN anunciou que a Prefeitura Municipal de Petrópolis possuía o melhor site governamental do Estado do Rio de Janeiro, e essa qualificação foi medida pela segunda edição da pesquisa “Desburocratização Eletrônica nos Municípios do Estado do Rio de Janeiro”, desenvolvida em parceria pelo Sistema FIRJAN e o SEBRAE-RJ. A pesquisa avalia de forma detalhada o nível de serviços e informações voltados para o cidadão e para as empresas que querem investir no Estado. Na primeira edição da pesquisa publicada em 2002, o site da Prefeitura de Petrópolis foi considerado o melhor do interior do Estado. Nesta última edição divulgada pela FIRJAN, Petrópolis ultrapassa a cidade do Rio de Janeiro na melhor oferta de serviços e informação online.

 

O Parque Tecnológico Região Serrana em 2005 passou a utilizar a ferramenta SIGEOR (Sistema de Informação da Gestão Estratégica Orientada para Resultados) do SEBRAE para controle de seus Projetos. Neste mesmo ano, foram investidos mais de cinco milhões de reais no Parque Tecnológico Região Serrana. Anualmente, parceiros como FIRJAN, SEBRAE, MCT, FAPERJ, LNCC, UCP, Prefeitura Municipal de Petrópolis, Hospital Pró-Cardíaco, empresários locais, entre outros, alocam recursos no Parque Tecnológico Região Serrana para que este possa dar continuidade aos seus projetos. Como resultado das ações realizadas, o Parque Tecnológico conseguiu em 2005 fechar o ano com chave de ouro, atraindo para a cidade oito novas empresas do setor de desenvolvimento de software, gerando mais de cem empregos.

 

Em 2006 mais seis empresas foram atraídas para a cidade e um trabalho de apoio às empresas existentes garantiu o spinoff da empresa Idea Valley, do grupo Marambaia, e a graduação da empresa Aprendanet, anteriormente incubada no Serrasoft.

Neste ano foi criada a primeira OSCIP para o atendimento a formação de mão-de-obra do setor de tecnologia do país, e a mesma foi sediada em Petrópolis com o nome, Saber Incluir.

 

Baseados no fato de que o conceito de Tecnopolo foi abolido do planejamento estratégico do Parque Tecnológico Região Serrana e que no conceito de Tecnópolis o que importa é o relacionamento entre as empresas e não sua localização física, foi indicada que a FUNPAT devolvesse o prédio alugado no Quitandinha para a sublocação de empresas do setor e que a mesma renegociasse a utilização de seu prédio sede para suportar a instalação de um centro de serviços compartilhados. Ainda em 2006 este projeto foi escrito e encaminhado ao MCT para busca de recursos.

 

Em 1º de maio de 2006 foi assinado um Contrato de Comodato entre a FUNPAT e K-TEC, formalizando o empréstimo gratuito por dez anos, ou seja, até 30 de abril de 2016, do prédio anexo, onde na ocasião funcionava a FUNPAT. Em nove de junho de 2006 foi enviado ao Ministério da Ciência e Tecnologia um projeto para o centro de serviços. O projeto do Centro de Serviços Compartilhados – CSC enviado ao MCT foi aprovado dentro da verba do orçamento anual do Laboratório Nacional de Computação Científica – LNCC, que realizou todo o processo de licitação para sua contratação. O valor total do projeto foi de mais de 500 mil reais, sendo 97 mil para obras e Instalações. Outros 400 mil foram gastos em equipamentos e material permanente, conforme descrito em detalhes no Edital de Pregão Eletrônico (Documento público disponível para consulta através do Parque Tecnológico Região Serrana). A proposta apresentou ainda uma contra partida por parte da FACC de mais de 99 milhões de reais em mão de obra.

 

No mesmo ano foi lançado o edital de subvenção a projetos inovadores e, apoiando empresas do setor de TI, o Parque Tecnológico Região Serrana propiciou a conquista de 3 milhões de reais para duas empresas sediadas na cidade. O evento funcionou como recuperador da credibilidade do Parque Tecnológico Região Serrana junto à FINEP.

No ano de 2007 outras quatro empresas foram atraídas para a cidade, porém desta vez a conquista foi maior. Eram empresas com 60 funcionários, em média, e com faturamentos entre 15 e 25 milhões de reais.

 

Em janeiro foi inaugurado o Núcleo de Inovação Tecnológica – NIT, no LNCC, mais um atendimento solicitado pelo Parque Tecnológico Região Serrana. Este núcleo apoia empresas incubadas e locais com projetos de proteção de patentes, propriedade intelectual e pesquisa conjunta, com institutos de pesquisas nacionais e internacionais. Depois de um ano de existência, o Grupo de Desenvolvimento Colaborativo fecha uma parceria com a empresa SUN Microsystems e se torna o braço de desenvolvimento de soluções da gigante multinacional, fruto de um trabalho de qualificação e acompanhamento do Parque Tecnológico Região Serrana às empresas locais.

 

Mais quatro projetos foram aprovados no edital de subvenção FINEP de 2007, trazendo para empresas locais 13 milhões de reais, fato de grande repercussão na mídia nacional que realinhou os laços com a FINEP definitivamente e se apresentou como uma alternativa de entrada de recursos para o Parque Tecnológico Região Serrana. Desde então passa a receber em torno de 60 a 90 mil reais pelo trabalho de escrita e acompanhamento dos projetos apresentados.

 

Em Julho de 2007 foi apresentada a ideia de uma ação divulgadora das ações e conquistas do Parque Tecnológico nos anos de 2004 a 2006, e de se ter um grande evento e não uma ação de mídia direta. No mês de agosto do mesmo ano, a marca Festival de Tecnologia de Petrópolis – FTP – é registrada em nome da FUNPAT e uma avaliação de ideias de criação do evento começa a ser trabalhada.

 

Um novo centro de pesquisa é trazido para a cidade, o Centro de Pesquisa e Inovação Auto Desk, uma iniciativa da empresa Allen, já com mais de 100 funcionários na cidade. Um estudo é feito com as empresas locais de tecnologia para avaliação dos cursos de qualificação de mão-de-obra existentes e através deste trabalho, uma reestruturação dos cursos e do conteúdo programático oferecido pelo SENAI para o setor é feito e implementado.

 

Em 14 novembro de 2007 são registrados em nome da FACC os domínios, FTP2008, FTP2009 e FTP2010. Mais 3 vagas de incubação são abertas no LNCC e com a participação da gerencia do Parque Tecnológico Região Serrana cinco projetos são avaliados e três novos projetos escolhidos e hospedados no LNCC.

 

Em dezembro de 2007 é apresentado ao conselho gestor o resultado do ano de trabalho e as metas para 2008. Neste momento foi feita a proposta de realizar o evento  proposto de forma independente do setor de tecnologia local, com independência de visão tecnológica e que trouxesse ao país um novo conceito de evento para o setor de tecnologia. Isso traria a Petrópolis um ativo que relacionaria definitivamente o nome da cidade ao assunto. Esta proposta é aprovada em dezembro de 2007 e uma nova reunião foi feita com o conselho especialmente para se apresentar uma empresa que pudesse se tornar parceira na concepção do evento.

 

Ainda em dezembro de 2007 a empresa parceira é aprovada e o evento é concebido. Em fevereiro de 2008 o evento montado é aprovado pelo conselho e começa a ser apresentado a todos os possíveis parceiros. A FIRJAN é a primeira parceira a apoiar o evento e de imediato indica um profissional para agregar valor ao quadro de organizadores.

 

Em Janeiro de 2008 o Ministério da Ciência e Tecnologia anuncia a liberação de 1,5 milhões de reais em benefício do Parque Tecnológico Região Serrana, para a passagem de fibra ótica do LNCC até o centro da cidade.

 

Em abril de 2008 após obter o compromisso de apoio da prefeitura, do Ministério da Ciência e Tecnologia e da FIRJAN, é convocada a avalizar o evento que apresenta um orçamento no valor de 1 milhão de reais e, naquele momento, ainda não há recurso real garantido. A FIRJAN avaliza o evento e realiza todos os seus contratos através do IEL, acompanhando todos os passos do projeto através de um profissional alocado para a participação nas reuniões entre empresas parceiras realizadoras e equipe de produção.

 

Em maio de 2008 realizou-se a maior conquista do Parque Tecnológico Região Serrana, a empresa Orange, do grupo France Telecom, formaliza sua decisão de trazer para a cidade um centro de trabalho que vai empregar mais de 400 pessoas em um ano de meio. Esta conquista é fruto de um trabalho de mais de oito meses entre a empresa e o Parque Tecnológico Região Serrana.

 

Em 6 de Julho de 2008 é inaugurado o CPTI, Curso Profissionalizando e Técnico de Informática. Uma estrutura de 800 posições de treinamento patrocinada através de uma parceria FAETEC e LNCC, solicitada como apoio à formação de profissionais para o Parque Tecnológico Região Serrana, junto ao Governo do Estado do RJ e ao Ministério da Educação.

 

Nesta data Petrópolis é reconhecida pelo governador Sérgio Cabral como a cidade do interior do Estado do Rio de Janeiro que mais qualifica mão-de-obra em tecnologia da informação.

Ainda em Julho de 2008 a empresa Orange se instala em Petrópolis, já contratando os primeiros profissionais na cidade. Do valor total de custo para a realização do I Festival de Tecnologia de Petrópolis mais de 1 milhão de reais foi gasto. Assinado em contratos de patrocínio até Agosto, mais 984 mil reais gastos, restando a FIRJAN uma cota de patrocínio de 165 mil reais.

 

O I Festival de Tecnologia é realizado em 4 de agosto de 2008 e reúne mais de quinhentos profissionais do setor de tecnologia na cidade. Em quatro dias, o evento gerou mais de 2 milhões em mídia espontânea qualificada.

Este evento contou com o apoio do Grupo de CIOs do Estado do Rio de Janeiro, e patrocínios de grandes empresas privadas do setor de tecnologia tais como: SAP, Microsoft, IBM e SUN o que demonstra o sucesso do conceito do evento no mercado de tecnologia.

 

A avaliação da primeira edição do evento é positiva apesar de muitos pontos de melhora serem identificados em sua análise com participantes, palestrantes e patrocinadores e é conquistado através da secretaria de cultura do governo do estado um certificado de 1 milhão de reais de incentivos fiscais via ICMS para a segunda edição do evento.

 

Ainda neste mês de agosto, as empresas Ciberlynxx e Neoris anunciam na mídia que trariam uma fábrica de software para Petrópolis em 2009. A expectativa de empregos a serem gerados na cidade é de mais 100 postos de trabalho.

 

Em 10 de setembro de 2008 foi assinado um acordo inédito entre o Governo do Estado do Rio de Janeiro, a Universidade Católica de Petrópolis e a empresa Orange, onde 60 vagas de qualificação em tecnólogo em redes de telecomunicação foram subsidiadas pelo governo para atendimento a demanda desta empresa. Em setembro, em reunião de conselho, é aprovada pelo conselho um modelo de profissionalização do evento, onde a empresa definida como parceira para 2008 assume ações mais relevantes na realização do evento e presta contas ao conselho. Um contrato seria proposto entre as partes e uma instituição representante do conselho deveria ser escolhida para assiná-lo.

Em 18 de Setembro é inaugurado o CEFET em Petrópolis, através de uma articulação do Parque Tecnológico Região Serrana junto a Prefeitura por mais de oito meses. Esta iniciativa traz a Petrópolis a mais renomada escola de ensino profissionalizante do setor de telecomunicações e tecnologia do país.

 

CEFET - Petrópolis

Em 19 de Setembro foi inaugurada no LNCC a Unidade de Genômica Computacional Darcy Fountoura Almeida, uma âncora para empresas de biotecnologia que tem como proposta criar um ambiente de incubação nesta área de conhecimento.

 

Em reportagem do dia 08 de outubro de 2008 a revista veja reconhece o Parque Tecnológico Região Serrana como um dos sete principais pólos de tecnologia do país.

Em outubro de 2008 mais dois projetos foram aprovados com apoio da equipe do Parque Tecnológico Região Serrana no edital de subvenção da FINEP, no valor de 4,5 milhões de reais.

 

Em 28 de outubro é feita a primeira reunião de apresentação de proposta para a II edição do Festival de Tecnologia de Petrópolis. A proposta é aprovada com conceito, tema, pacotes de patrocínio, ou seja, a proposta do projeto a ser apresentado para patrocinadores e para editais. O cronograma preliminar de realização do evento é também apresentado e aprovado pelo conselho.

 

Em novembro de 2008 o Parque Tecnológico Região Serrana é convidado através de sua gerente para fazer parte do Grupo de CIOs do Estado do Rio de Janeiro em reconhecimento a importância de seu propósito para o crescimento do setor de tecnologia no estado.

 

Em janeiro de 2009 o Parque Tecnológico Região Serrana passa a fazer parte também do Comitê de Tecnologia da Câmara Americana de Comércio – AMCHAM.

 




Instalação da Fundação Dom Cintra
Fundação Cultural Dom Manuel Pedro Cunha Cintra se instala na cidade.
Fri, 01 Jan 1988 02:00:00 GMT
Assine nossa newsletter

Parque Tecnológico Região Serrana
Todos os direitos reservados
Logo Allen Web